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Bolsonaro assina MPs que flexibiliza leis trabalhistas e abre crédito

O presidente Jair Bolsonaro assinou nessa terça-feira duas medidas provisórias

28/04/2021 13h46 Atualizada há 3 semanas
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Por: Liliane dos Santos Fonte: Victor Ribeiro, Rádio Nacional, Brasília.
Bolsonaro assina MPs que flexibiliza leis trabalhistas e abre crédito

O presidente Jair Bolsonaro assinou nessa terça-feira duas medidas provisórias: uma que reedita o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e outra que abre crédito extraordinário de R$ 9,98 bilhões para o programa. De acordo com o governo, esse recurso não afeta a meta de resultado primário nem o teto de gastos.

A medida flexibiliza a legislação trabalhista e autoriza que, nos próximos 4 meses, os empresários adiem o recolhimento do FGTS, concedam férias coletivas e antecipem férias ou feriados. No caso de mudanças nas férias, os funcionários precisam ser avisados com 48 horas de antecedência e os patrões podem escolher pagar o adicional de um terço de férias depois, junto com a gratificação natalina.

O empregador também pode adotar regime de tele trabalho e criar banco de horas para que o funcionário possa repor durante as horas não trabalhadas devido à pandemia. Será possível fazer essa reposição até o fim de fevereiro de 2023. A medida também suspende exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares para quem estiver em tele trabalho, exceto para os profissionais de saúde. Os exames demissionais continuam obrigatórios. Todas essas mudanças podem ser feitas sem a necessidade de acordo com os trabalhadores.

O programa também institui o novo BEM, Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego, que será pago pela União nos casos de suspensão temporária do contrato de trabalho ou redução proporcional de jornada de trabalho e de salário. O benefício será pago mensalmente, de acordo com o valor do seguro desemprego a que o empregado teria direito.

No caso da redução do salário e da carga horária, os percentuais são os mesmos da primeira versão do programa: 25%, 50% ou 70%. Esses novos regimes de trabalho também serão temporários e devem ser acertados em acordos individuais entre os empregados e os patrões. Essa também é a regra para quem terá o contrato de trabalho suspenso por até 120 dias. Quando retornar às atividades, o funcionário terá a garantia de emprego pelo mesmo período em que ficou afastado.

No ano passado, 1,5 milhão de trabalhadores firmaram acordo de redução proporcional de jornada e de salário, enquanto 9,8 milhões tiveram os contratos temporariamente suspensos.

O Palácio do Planalto espera que o programa reduza o impacto econômico das medidas de isolamento social.

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